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DICAS DE PORTUGUÊS

Amigos, hoje o Jornal Hoje, da Rede Globo voltou a falar no assunto sobre palavras de origem Italiana que foram "abrasileiradas". Assim como postamos em 2009 a duvida sobre a palavra Muçarela voltou a assombrar ... kkkkkk

 Essa polêmica é porque todo mundo pensa que a grafia é mussarela. Está errado.
Mussarela, com u e ss, aliás, como aparece em muitas embalagens. Mas essa é a única que não existe nos dicionários!
As variações vêm do original que é mozzarella, em italiano, com zz e ll.
Outras palavras como espaguete, bolonhesa e nhoque também geram dúvidas sobre suas grafias em português e em italiano. De acordo com o dicionário Aurélio:
   NHOQUE
[Do italiano gnocchi.]
Substantivo masculino. Bras. Cul.
1.Massa alimentícia típica da cozinha italiana, cortada em fragmentos arredondados e feita de farinha de trigo, batata, ovos e queijo.
2.Prato feito com essa massa cozida, molho de tomate e queijo parmesão ralado.

  ESPAGUETE
[Do italiano spaghetti.]
Substantivo masculino.
1.Pasta alimentar, à base de sêmola de trigo, desidratada e dura, apresentada sob a forma de fino bastão maciço; macarronete.
2.Eletrôn. Fio cilíndrico, de matéria plástica flexível, que serve para isolar fios condutores descobertos, encapando-os.
  BOLONHESA
Adjetivo.
1.Da, ou pertencente ou relativo à cidade de Bolonha (localizada no centro norte da Itália).
Substantivo masculino.
2.O natural ou habitante dessa cidade. [Flex.: bolonhesa (ê), bolonheses (ê), bolonhesas (ê).


OUTROS TEMAS POLÊMICOS
1.    A palavra existe ou não, eis a questão.
 O prefixo NEO vem do grego e significa “novo”. NEOLOGISMOS são “palavras novas”, que não estão registradas em nossos dicionários nem no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras.
O uso de neologismos costuma gerar muita discussão. Há quem adore as novidades e não faça restrição alguma ao seu uso, e existem aqueles que só aceitam os neologismos depois de devidamente registrados em algum dicionário. E aqui já temos um novo problema. Para o brasileiro em geral, só há um dicionário: o Aurélio. É, sem dúvida, um dos melhores e dos maiores dicionários do mundo. É bom lembrar que a edição lançada em 1999 apresentava 28 mil novos verbetes. Temos de tomar muito cuidado ao afirmar que tal palavra existe ou não. Quem tem o velho Aurélio pode ser traído por uma nova edição. Recentemente, foi publicada uma nova edição pós-acordo ortográfico.
É importante lembrar também que o dicionário Aurélio apresenta em torno de 180 mil verbetes, que o dicionário Michaelis tem um pouco mais de 200 mil, e que o dicionário Houaiss apresenta aproximadamente 230 mil verbetes. É muito perigoso afirmar que uma palavra existe ou não. Tem que pesquisar.
Usar ou não um neologismo torna-se uma questão um pouco subjetiva. Por exemplo, você gosta do verbo DISPONIBILIZAR? É, sem dúvida, um verbo muito usado no meio empresarial. É adorado por alguns e detestado por outros, principalmente por aqueles que descobriram que DISPONIBILIZAR não estava registrado no velho Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, e que não aparecia em dicionário algum. Um aviso aos navegantes: o verbo DISPONIBILIZAR já está registrado nas novas edições de nossos principais dicionários.
Agora, você decide. Qual é a sua preferência: “O governo vai disponibilizar as verbas necessárias para as obras…” ou “Segundo o governo, as verbas necessárias para as obras estarão disponíveis…”?
A aceitação de um neologismo pode provocar discussões sem fim. É importante lembrar que os neologismos fazem parte da evolução das línguas vivas. Muitas palavras que hoje estão nos nossos dicionários já foram, algum dia, belos neologismos. Foram consagradas pelo uso e abonadas pelo tempo. E aqui, a grande lição: nada como o tempo para provar se a palavra é boa ou não, se é necessária ou não.
Leitor reclama: “Acabo de chegar da cidade de Natal, Rio Grande do Norte, e lá é comum ler-se RETORNO SEMAFORIZADO”.
É como afirmei acima. Só o tempo vai nos dizer se a palavra é boa ou ruim, se ela fica ou não. Tudo que é estranho hoje pode ser muito comum daqui a alguns anos.
E não devemos esquecer que os neologismos enriquecem as línguas. SEMAFORIZADO (palavra já registrada no novíssimo Aurélio) vem de SEMÁFORO, palavra formada por elementos de origem grega: SEMA (=sinal, sentido, significado) e FORO (=que faz, que produz). Para quem não conhece a palavra, SEMÁFORO é o que o carioca chama de “sinal”, o paulista também chama de “farol”, o gaúcho chama de “sinaleira” e assim por diante. Isso é riqueza vocabular.
2.    A “multagem” eletrônica
Leitor, indignado com as multas indevidas que diz ter recebido, mostra-se ainda mais revoltado com a palavra “multagem”, que aparece em placas espalhadas por vias de algumas cidades brasileiras.

“Multagem” é um neologismo ainda sem registro em nossos principais dicionários, mas algo deve ser dito em defesa da palavra: ela foi criada em perfeito acordo com os nossos processos de formação de palavras.
Existem vários sufixos para designar “ato ou resultado da ação”: ato de agredir = agressão; ato de deter = detenção; ato de ascender = ascensão; ato de julgar = julgamento; ato de preferir = preferência; ato de lavar = lavagem.
Como podemos observar, há diferentes sufixos para a mesma função. E não há regra lógica que explique por que o ato de colocar é colocação e o de deslocar é deslocamento, por que o resultado da ação de casar é casamento e o de cassar é cassação.
Assim sendo, se o ato de contar é contagem, se o ato de pesar é pesagem, por que o ato de multar não pode ser multagem?
Se a palavra é boa ou ruim, se vai “pegar” ou não, só o tempo dirá. O simples fato de a palavra não estar em nossos dicionários não significa que ela não exista. Veja o caso de bioterrorismo. Se você consultasse o dicionário Houaiss e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa publicado pela Academia Brasileira de Letras em 1999, não encontraria registro da palavra bioterrorismo. Isso não significava que ela não existia. Infelizmente o bioterrorismo existe independentemente de a palavra estar ou não registrada em nossos dicionários. A equipe do antigo dicionário Aurélio, atenta a esse fato novo, já havia registrado a palavra bioterrorismo.
Com o adjetivo “imexível”, neologismo criado em 1990 pelo então ministro Rogério Magri, ocorre o contrário: está registrado no dicionário Houaiss e no Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras, mas não aparecia no dicionário Aurélio.
Se você vai usar ou não, é um critério seu. É uma questão de estilo e de adequação da linguagem. É assim que os neologismos nascem. Alguns sobrevivem, outros não. Quem dá vida às palavras somos nós, falantes da língua portuguesa.

E LÁ VEM MAIS POLÊMICA

 1.    Cadê a vírgula?

Volta e meia, acontecem campanhas ou manifestações para as quais a vírgula nunca é convidada: “Reage Rio”, “Vota Brasil”, “Acorda Lula”, “Cala boca Galvão”
Deveria ser: “Reage, Rio”; “Vota, Brasil”; “Acorda, Lula”, “Cala boca, Galvão”.
Quer saber por quê.
Não é difícil entender. Você já deve ter ouvido falar da famosa regrinha que diz ser proibido separar por vírgula o sujeito do predicado. A explicação é simples: se pusermos vírgula entre o sujeito e o verbo, o sujeito vira vocativo.

Em “Dr. Carlos Pimenta vem à reunião”, temos uma afirmativa. O Dr. Carlos Pimenta é o sujeito da forma verbal “vem” (=presente do indicativo).
Em “Dr. Carlos Pimenta, vem à reunião”, temos agora um chamamento, um convite ou uma ordem. O Dr. Carlos Pimenta é um vocativo e a forma verbal “vem” está no modo imperativo.
Quando dizemos “O leitor de O Globo sabe mais”, não há vírgula porque “o leitor de O Globo” é o sujeito do verbo “saber”. Em razão disso, na propaganda “Quem lê sabe”, não deveríamos usar vírgula, pois “quem lê” é sujeito.
Nesse caso específico, quando os verbos ficam lado a lado, há autores que aceitam a vírgula entre o sujeito e o predicado. Eu prefiro não criar exceções. Assim como em “Quem avisa amigo é” e “Quem bebe Grapete repete” não há vírgula, em “Quem lê sabe”, “Quem estuda passa” e “Quem se desloca recebe” também devemos evitar a vírgula.
Se o problema anterior é polêmico, no caso das campanhas e das manifestações não há perdão. Ninguém está afirmando que o Rio reage, que o Brasil vota, que o Lula acorda ou que o Galvão cala a boca. O verbo está na forma imperativa e a seguir está o vocativo. A vírgula é obrigatória: “Reage, Rio”; “Vota, Brasil”; “Acorda, Lula”; “Cala boca, Galvão”. Será que as campanhas e manifestações fracassaram porque esqueceram a vírgula?
2.    Se beber, não use o ponto e vírgula

Em frente ao Hospital Pinel, no Rio de Janeiro, há um painel luminoso da CET-Rio. Com certa frequência, lá encontrávamos a seguinte mensagem:
“Se dirigir; não beba
se beber; não dirija”
Certamente o hospital não tem culpa alguma. Louco ou bêbado estava quem escreveu a tal frase. Não pela mensagem em si, mas pela pontuação da frase. Provavelmente alguém disse para o autor: “Olha, tem um ponto e vírgula aí.” E o “letrado”, por garantia, tascou logo dois.
Ora, onde encontramos o ponto e vírgula bastaria a vírgula, pois se trata de uma oração subordinada adverbial condicional deslocada: “Se dirigir, não beba”. O uso do ponto e vírgula seria perfeito entre as duas ideias, apontando, assim, uma pausa maior que a vírgula:
“Se dirigir, não beba; se beber, não dirija.”
É para isso que serve o ponto e vírgula: para indicar uma pausa maior que a vírgula e não tão forte quanto o ponto-final.
Portanto, o autor da frase acaba de perder 3 pontos na sua carteira de habilitação, por uma infração média contra a gramática.
Para que serve o ponto e vírgula?
Fundamentalmente, o ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula.
Vejamos as situações em que o seu emprego é mais frequente:
1a) para separar os membros de um período longo, especialmente se um deles já estiver subdividido por vírgula:
“Na linguagem escrita é o leitor; na fala, o ouvinte.”
“Nas sociedades anônimas ou limitadas existem problemas: nestas, porque a incidência de impostos é maior; naquelas, porque as responsabilidades são gerais.”
2a) para separar orações coordenadas adversativas (=porém, contudo, entretanto) e conclusivas (=portanto, logo, por conseguinte):
“Ele trabalha muito; não foi, porém, promovido.” (indica que a primeira pausa é maior, pois separa duas orações)
“Os empregados iriam todos; não havia necessidade, por conseguinte, de ficar alguém no pátio.”
3a) para separar os itens de uma explicação:
“A introdução dos computadores pode acarretar duas consequências: uma, de natureza econômica, é a redução de custos; a outra, de implicações sociais, é a demissão de funcionários.”
4a) para separar os itens de uma enumeração:
“Deveremos tratar, nesta reunião, dos seguintes assuntos:
a)    cursos a serem oferecidos, no próximo ano, a nossos empregados;
b)    objetivos a serem atingidos;
c)    metodologia de ensino e recursos audiovisuais;
d)    verba necessária.

Fonte: http://g1.globo.com/platb/portugues/   - Dicas de Português - Sérgio Nogueira

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