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INSETO QUE CAUSA PREOCUPAÇÃO EM PARACATU - É UMA BRUXA ...NÃO, É BORBOLETA, NÃO... É UMA CIGARRINHA KKKKKKK

AMIGOS,

Desde que cheguei a cidade de Paracatu vejo todos os dias uma grande quantidade desses bichinhos na rua, nas  árvores, calçadas, em casa ... e faz um barrulhinho irritante batendo no teto a noite... 

Achei na Net um trabalho bem legal sobre ele.... Parabéns a Helica e a Faculdade Tecsoma pela brilhante pesquisa.


 INSETO CAUSA PREOCUPAÇÃO EM PARACATU ::

Afinal de contas, quem é esse “bicho” que temos verificado em grande abundância visitando e incomodando os lares paracatuenses? Atualmente, esse é o assunto mais comentado e que tem despertado enorme interesse no município. O que mais chama a atenção são as especulações e explicações sem nenhum caráter científico acerca do “bichinho” e de sua ocorrência: “é uma mosca branca”, “é uma borboleta”, “é um inseto mutante”. Não, não é nada disso! O animal em questão é um inseto de distribuição cosmopolita (mundial), popularmente conhecido em várias regiões do Brasil como cigarrinha, “oncinha” (em função das manchas pretas nas suas asas).

Todos os seres vivos recebem uma denominação científica e universal, ditada por normas e padrões estabelecidos por Comitês Internacionais de Nomenclatura. No caso da cigarrinha, a sua posição taxonômica é a seguinte: classe Insecta ou Hexapoda, ordem Hemiptera, subordem Auchenorryncha (antiga ordem Homoptera), família Flatidae, gênero Poekilloptera, possivelmente Poekilloptera phalaenoides (seriam necessários estudos mais aprofundados para chegar à conclusão precisa do nome da espécie). O nome científico Poekilloptera tem a sua origem no latim e significa asa com várias cores, ou seja, indica as cores atrativas e variadas de suas asas, com tonalidades de branco a amarelo e manchas negras.

Embora não representem ameaça direta ao homem, as cigarrinhas têm provocado bastante incômodo devido à sua ocorrência em grande quantidade e ao barulho que provocam nos domicílios. Em relação à saúde humana, não há necessidade de tantas preocupações e sensacionalismos, já que o inseto não tem atuação direta sobre o homem, tendo em vista que os membros da família Flatidae são fitosuccívoros, ou seja, alimentam-se exclusivamente de seiva de várias plantas como por exemplo: gramíneas (pastagens, cana-de-açúcar, arroz, milho), plantas arbustivas e arbóreas (inclusive plantas frutíferas) e também plantas ornamentais. No entanto, cuidado especial deve ser dispensado àquelas pessoas propensas ou que tenham hipersensibilidades (alergias), pois vários insetos, inclusive esta cigarrinha, podem provocar ou desencadear alergias. Nesse caso o ideal é manter-se afastado do inseto e tentar evitar a sua presença em casa, usando medidas como a diminuição da incidência luminosa (insetos são atraídos pela luz), uso de acortinados e repelentes.

É interessante salientar que ao contrário das cigarrinhas de pastagens, que pertencem à família Cercopidae, essa cigarrinha que é da família Flatidae, não é considerada (ainda!) uma praga agrícola; aliás, entre cerca de 300 espécies da família, poucas representam interesse do ponto de vista econômico.
Os surtos populacionais das cigarrinhas ocorrem principalmente em função das estações climáticas, as quais variam de acordo com as diferentes regiões do país. Destaca-se o fato de que os ovos que ficaram “armazenados” no período da seca (em solos, pastagens e plantas) eclodem e liberam as formas jovens chamadas de ninfas nas primeiras chuvas de primavera, período em que as altas precipitações pluviais aliadas às altas temperaturas são condições que propiciam a explosão populacional do inseto, condições comuns no último trimestre do ano. Apesar da ocorrência da cigarrinha ser explicada pelo seu próprio ciclo de vida, é notável que além de fatores biológicos e climáticos, é possível que a ocorrência das cigarrinhas em tamanha quantidade também esteja associada a desequilíbrios ecológicos; afirmação que somente poderia se comprovar mediante trabalhos de natureza científica que apontassem com segurança os reais motivos do problema verificado em Paracatu.

Em relação aos insetos, de maneira geral, existem várias formas de controle, como: químico, mecânico, biológico. No entanto, o controle não é uma tarefa fácil de ser realizada, pois ao contrário do que muitos pensam, precisa ser uma atividade planejada e sistematizada para que realmente possa surtir o efeito esperado. No caso específico das cigarrinhas o melhor controle deveria ser o preventivo, e não paliativo e imediatista como muitas pessoas insistem. Merecem destaque o manejo adequado de áreas de plantio como diversificação e rotação de culturas, evitar sobras de pastagens (contribui para o desenvolvimento dos ovos) e fazer o desbaste, evitar a realização de queimadas e realizar a manutenção de áreas de reservas naturais.

Na natureza existe um equilíbrio dinâmico entre os seres vivos e o meio que os cerca, formando o ecossistema, completamente influenciado pelas trocas e influências entre os organismos e entre estes e o meio ambiente. Quando qualquer evento venha a romper e perturbar este ecossistema, verificamos os desequilíbrios ecológicos, que em sua maioria são causados pela ação antrópica devastadora, impensada e irracional.
No dia em que o ser humano compreender que sua interferência no ecossistema provocará o seu próprio aniquilamento, então quem sabe é o momento de pararmos para refletir que também fazemos parte dessa cadeia ecológica e que nossa sobrevivência e qualidade de vida no futuro dependerão do equilíbrio entre todos os seres vivos e o meio que os cerca.


Fonte: Hélica Silva Macedo
           Bióloga (CRBio-04 37500/4-D)
           Mestre em Imunologia e Parasitologia Aplicadas
           Professora e coordenadora do curso de Ciências Biológicas da Faculdade Tecsoma.

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