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SÓ HÁ DOIS TIPOS DE INTELIGÊNCIA

Professor Luiz Machado, Ph.D. - 10/11/2010

O cérebro é uno, dividido pela base em dois hemisférios, duas semiesferas, cada qual com suas funções específicas, com sua mente e seu tipo de inteligência, se só temos duas mentes, só podemos ter duas tipos de inteligência. Os outros, que alguns chamam de múltiplas inteligências, são, na verdade, habilidades dos dois reais tipos de inteligência.

Os dois tipos de inteligência são susceptíveis de serem desenvolvidos, um, com predominância das funções cognitivas, do intelecto; a saber: cognição, memória, produção convergente, produção divergente e avaliação, para ficarmos com o que ensinou J. P. Guilford sobre a estrutura do intelecto. A outra inteligência, nativa, que é um natural prolongamento dos instintos, também tem as funções necessárias à sobrevivência e procriação, dentro do maior objetivo da Natureza, que é a autopreservação e preservação da espécie. É claro que as funções cognitivas são funções para a sobrevivência e dependem, em primeiro lugar, da inteligência nativa.

Desde quando se iniciou o processo de avaliar a inteligência, no início do século XX (ou na China antiga, como se diz), depois para tentar medi-la, passou-se a considerar inteligência “aquilo que os testes de inteligência mediam”. De aí começou-se a fazer confusão entre inteligência e Q.I, o que nos levou a escrever o livro “Q. I. não é Inteligência”.

É claro que a inteligência tornada possível pelo intelecto (estruturas e circuitos cerebrais que a tornam possível) pode ser desenvolvida, como fazem muitos cursos e livros com essa finalidade (alguns de excelente qualidade), mas a outra inteligência, a verdadeira grande inteligência, a do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), também precisa ser desenvolvida, havendo para isso uma sistematização de conhecimentos, com o nome de Emotologia.

A Emotologia (do latim “e(x)”, “para fora”, “motio” (Pronuncia-se /mócio/na pronúncia tradicional), do grego “-lógos”, “estudo de”, “tratado”, mais o sufixo “-ia”, formador de nomes de ciências. A Emotologia tem por objeto o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização; e a inteligência destaca-se dentre essas potencialidades.

Pelo que se disse acima, verifica-se que um programa para desenvolver a inteligência deve levar em conta os dois tipos, ou seus dois aspectos, porque a inteligência é uma, indivisível, mas apresenta duas faces. Ao mesmo tempo que vamos dar ênfase ao desenvolvimento das funções cognitivas, do intelecto, devemos também, ou prioritariamente, desenvolver as funções do hemisfério direito do cérebro, o qual, juntamente com o sistema glandular endócrino, é responsável pela inteligência nativa.

Os estudos mais divulgados no mundo sobre o ensino da inteligência são: -os de J. P. Guilford, com seus trabalhos sobre a estrutura do intelecto, tendo rompido, com seu livro “Way Beyond the IQ – A Guide do Improving Intelligence and Creativity”, de 1977, o tabu de que inteligência não se ensinava.

Outros estudos e aplicações sobre o ensino da inteligência são de Reuven Feuerstein, que criou a teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, com o propósito de estimular as funções cognitivas.

Por fim, não obstante ser da máxima importância, quero citar o excepcional trabalho de Albert Upton, especialmente o mais importante de seus livros, “Design for Thinking – A First Book in Semantics”, 1973, em que mostra o papel da linguagem conceitual no desenvolvimento da inteligência, teoria que reputamos da maior utilidade no ensino da inteligência.Apesar de serem trabalhos de grande contribuição para o ensino da inteligência e da criatividade, eles não abordam o aspecto da inteligência natural, o que fazemos com a Emotologia

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.

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